Publicações
Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão
Ficha de Assinatura 2011 (RPBG + EGG)
A Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão, é uma edição conjunta do INDEG/ISCTE e da Fundação Getulio Vargas desde 2002, com distribuição simultânea em Portugal e no Brasil, tem periodicidade trimestral e assegura uma abordagem científica e também de divulgação das diferentes áreas de Gestão.

Normas de Publicação RPBG
Sumário das Revistas Publicadas
Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão 2002-2011
Revista Portuguesa de Gestão 1992-2002
Editorial RPBG 3/11
Nesta edição, o leitor conta com um leque de artigos, estudos e casos baseados na investigação empírica e na simulação, uma rota de publicação académica que temos privilegiado e que coloca a Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão como um referencial, em língua portuguesa, nos trabalhos nas áreas da gestão e da administração.
Em temas específicos de management, é de sublinhar o estudo sobre o tempo de mandato dos CEO (presidentes executivos ou diretores-gerais) e o seu desempenho à frente das organizações. A investigação realizada junto de 34 grandes empresas brasileiras com capital em bolsa revela que, na última década, o desempenho organizacional foi menor para os níveis intermédios de mandatos.
A relação com os fornecedores é hoje em dia outro ponto-chave na gestão das cadeias de produção a nível mundial, que estruturam, em tempos de globalização, o tecido produtivo. O estudo aponta a importância dos geradores de confiança entre compradores e fornecedores.
Ainda nos temas atuais de administração, refiram-se dois artigos – um sobre o clima ético nas organizações e a sua relação com a sustentabilidade social e ambiental, e outro apontando um método inovador de avaliação da qualidade numa organização de ensino superior.
O papel dos bureaux de crédito privado nos mercados de crédito é estudado a partir do caso português. A potencialidade do recurso a estas entidades privadas poderá reduzir o nível de incumprimento e a perda de negócios rentáveis.
Uma nota final para o estudo de campo sobre um dos novos clusters competitivos do Brasil, o dos vinhos, a partir dos valores dos consumidores de vinhos do Vale de São Francisco, uma das novas regiões vinícolas do mundo.
Economia Global e Gestão (EGG)
Ficha de Assinatura 2011 RPBG + EGG
A EGG, publicação quadrimestral da ISCTE Business School, tem por temática central a análise das tendências e problemas duma economia de mercado global em transição.

Editorial 2/2011
A hegemonia do paradigma liberal na Europa
No continente europeu assistimos ao predomínio da corrente liberal como fundamento das políticas económicas nacionais e da própria União Europeia.
O que não sucede, como se sabe, noutras regiões do planeta, seja na América do Norte ou do Sul, na Ásia e na África. Como explicar tal circunstância?
Recorde-se que em 2008 e 2009, em plena «crise» da economia mundial, muitos julgavam que, vendo as coisas pela positiva, surgia uma grande oportunidade de reformar o sistema do mercado global, uma vez que se considerava ser a completa liberdade concedida aos movimentos do capital financeiro que estava na origem da crise. Tratava-se, portanto, de criar mecanismos eficazes e justos de regulação das economias nacionais e internacionais. Alguns (poucos) anos volvidos, verifica-se uma forte tendência para o regresso ao business as usual.
Verifica-se também, é certo, uma notória intensificação das grandes manifestações de massas descontentes do presente curso de acontecimentos. Mas surgem mais como sinais da impotência dos actores da política formal para serem influentes nesse curso. E, na Europa em particular, é também flagrante a incapacidade das oposições ditas «de esquerda» para criarem alternativas positivas e viáveis ao business as usual.
Há um emaranhado de distintos factores que explicam esta paradoxal situação de generalização da insatisfação concomitante da reconhecida impotência perante o statu quo.
A política partidária formal está cada vez mais desacreditada. Todos percebem que os verdadeiros «poderes» não se encontram nas mãos daqueles que são escolhidos pelos eleitores e que, afinal, duma forma ou outra, acabam por ser consciente ou inconscientemente manipulados por aqueles poderes efectivos.
Mas também se constata a carência dum sólido modelo de pensamento alternativo do dominante paradigma liberal. Modelo que não será possível formular apenas na base da chamada «teoria económica pura», mas antes com fundamento numa aprofundada análise de sociologia económica do presente capitalismo do mercado global.
Mário Murteira
Director
mlsm@iscte.pt
www.mariomurteira.com